E aí, brincadeira tem gênero?
Não sei como foi a sua infância, mas vamos conversar um pouquinho sobre a minha. Hoje, como especialista na área de desenvolvimento humano, posso dizer com convicção, que eu fui privilegiada. Na minha infância a brincadeira nunca teve gênero.
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Tudo bem menina brincar de carrinho de roliman, polícia e ladrão ou pipa. Tudo bem ficar descalça na rua jogando futebol ou bolinha de gude. Tudo bem meus vizinhos, meninos, pularem corda, brincarem de Barbie, cuidarem dos meus bebês e até fazerem comidinha. Sim, fui privilegiada! Na minha época, o importante era ser criança. Os olhares de julgamento e o preconceito davam lugar à sujeira, ao pé no chão e ao sorriso no rosto.
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De forma inconsciente estávamos nos constituindo cidadãos mais empáticos, generosos, proativos e livres de rótulos que, ao estreitar os laços de afinidade e amizade construíram relações para a vida toda.
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Pasmem! Mas meu vizinho, aquele, que dava banho no bebê é consultor da Microssolft, um excelente dono de casa e um exímio pai! A minha prima que passava longe das bonecas, tornou-se a mais doce mãe e uma forte advogada.
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Nossas brincadeiras de crianças não determinam quem seremos no futuro. Mas uma ação e um olhar preconceituoso podem sim, interferir drasticamente no caráter e na formação dos pequenos.
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Criança tem que ser criança. Infância é imaginação, criação e experimentação. E respondendo minha pergunta inicial: não! Brincadeira não tem gênero. .
**Schaueni Coelho é Diretora Geral no Colégio Contemporâneo Bambini, Pedagoga, especialista em Psicologia Organizacional e Método Montessori de Ensino, Coaching educacional, Gestora Escolar e Psicopedagoga
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